Hoje eu entendo...
Teu sorriso, a tua voz...
E o que antes eu não entendia.
Hoje eu entendo...
As palavras que saiam sem pensar
E o desejo de ficar perto.
Hoje eu entendo,
Que pensar em você
É como vento suave na flor,
E ela sorri...
E ele leva o seu cheiro,
Brincando com a distância,
Detalhe que, ele nem percebe...
Resta ás vezes esperar, e...
A aurora vem,
Fazendo meu mundo brilhar.
Acordando os meus sonhos
E me ensinando a lutar
Lado a lado com você
Amor...
Tudo o que faço
Não faz sentido algum.
Todos os planos,
Meus sonhos de um futuro.
Todo tesouro que juntei até aqui.
Toda minha vida
Tentando Te encontrar...
Não vos preocupeis com o que terás
[daqui a mil anos...
Nem se inquieteis Pelo dia de amanhã,
Pois amanhã...
Pertence a Deus.
Olhe pro céu
A ave em um voou.
Vede os campos,
Lírios a crescer
E a rosa já brotou.
Acaso Deus não cuida...
Pra que o voou seja mais alto?
Acaso os lírios não crescem mais?
Acaso a rosa não brotou?
Eu tento rabiscar um poema
Mas não há espaço,
E nem palavras...
Não há rima e nem compasso.
Não há tempo
E não há nada...
Tudo se escondeu.
Na tentativa de achar,
A tinta secou por esperar...
Por um verso incompleto,
Um verso perdido...
Onde eu deixei?
Em casa, na infância?
Numa tarde, num domingo?
Em lembranças,...?
Abandonado no lado de dentro
[da porta de casa?
Meio amargo, forte, fraco,
[esquecido...
Como uma gota de café
Escorrendo da garrafa...
Ao lado pulsa dor
Zunidos na madrugada
É o meu mundo
Guardado com um velho
[cadeado...
Prestes a romper,
Todos os dias...
Nas horas e
Nas coisas mais sensatas.
Estou rompendo as paredes
Jogando tudo o que não quero mais
Saindo desta órbita
Regressando ao centro...
Acordar para me encontrar
[no tempo...
Traçar um novo caminho
Criar um recomeço
E me sentir em mim
E não tão distante
Como agora...
Enfim.
Eu paro e espero o sinal abrir
Continuo a direita
Ou a esquerda do caos
E a minha paciência...
Me segue como um filho
Segurando a mão de um pai.
Converso comigo mesmo
E esqueço das palavras
Que eu pedi pra guardar.
E ainda me ensino coisas
Que eu nem sei usar.
E quando...
Ás vezes ela solta da minha mão
E corre brincando e sorrindo
Com o vento e as folhas lá fora
Que não param no lugar.
Eu me desespero mas,
Logo encontro calma.
Ela é só uma criança
Querendo brincar
Com o vento...
Deixando as coisas fora do lugar....
Preciso de uma hora
Ter duas para mim é demasia
O ócio me dá ânsia...
E te olhar nos olhos
É como ler no escuro.
Você não me diz nada
E eu continuo tentando
Jornais e palavras cruzadas
Com perguntas sem rumo.
E você me diz
Que ainda é cedo.
Como se eu não
Sentisse o tempo passar...
E ele passa,
Levando de mim tudo,
Menos lembranças
Que são pesadas demais...
A você que se encontra sozinho
A você que me surpreende
Em uma noite de domingo
Daquela que decidi não sair
Tão longe...
Fui apenas à praça perto de casa
Pra respirar fundo
A você, que me faz pensar
Já ter esquecido de uma amizade
A você que também me lembra
Que é impossível vê-la morrer
A você que liga só pra me deixar feliz
A você que me conta sonhos bobos
E que também acredita nos meus
A você que tão diferente de mim
Sabe a medida certa de me completar
A você que quase não tem palavras
E quando tem não sabe como usá-las
E que não se importa tanto
Com essa ausência
Mesmo porque,
Prefere não me deixar falar
E isso me lembra a calmaria
Ela existe...
Conseguimos escutar.
Tudo bem...
Descanse os pulmões
E respire mais fundo
Antes de continuar...
Insista em mais uma tentativa
Mas nunca pare de lutar.
Em frente acabamos percebendo
Que quando tudo passa,
Tudo ainda faz falta...
Então tentamos entender,
Mas nada
É tão óbvio assim...
Então tentamos esquecer,
Mas nada
É tão fácil assim...
Confie,...
Explodir não traz respostas.
Experimente!
Há sempre uma mesa perto de você,
Uma parede...
Não adianta!
Lágrimas à noite,
Gritos mortos no lençol,
Cordas penduradas de um varal
Sorrisos,...
Como pássaros secando no sol.
Entenda
Não há como entender
Pense
Não há como pensar
Sinta
Só há como sentir
Mas não há como explicar...
Preciso de uma hora
Ter duas para mim é demasia
O ócio me faz mal
Te olhar nos olhos
É como ler no escuro
Você não me diz nada
E eu continuo tentando
Palavras cruzadas
Com perguntas sem bússola
E você me diz
Que ainda é cedo
Como se eu não sentisse
[o tempo passar...
E ele passa...
Levando de mim tudo
Menos lembranças
Que são pesadas demais.
Não tente agradar as pedras
Se as águas lhe cobrem...
Mesmo que você tente explicar aos reis,
Que os servos também reinam,
Eles nunca aceitarão.
Assim como os servos,
Que nunca entenderão
O reinado de alguns reis que também serviram.
Poucos menores entenderão
Que são tão grandes quanto os maiores.
Exceção os maiores,
Que saberão ser grandes,
Sendo os menores.
Alguns sem saber
São os herdeiros da verdade.
Outros bem querem,
Mas vencem a vida com mentiras.
Mentindo a idade, mentindo lealdade,
Mentem a bondade,...
A alegria com falsidade...
Mentem e acabam esquecendo
De contar ao tempo
E tudo é em vão
E vão...
Correndo como crianças
Tropeçando com taças de vinho nas mãos.
Barquinhos de papel
Na correnteza da chuva sempre vão
E não voltam mais...
Enquanto uns choram a morte,
Outros morem para viver.
Enquanto uns tentam a sorte
Outros lutam para vencer.
Três e mais um jovem
Lutaram pela liberdade sem asas
Pelo voou sem pouso...
Quatro e mais um jovem
Voaram e esqueceram de voltar
E aos que ficam...
Cinco e mais um jovem
Sempre ficam
E nunca entendem
Por não querer entender...
Que vidro quando quebra
E papel quando molha e rasga
Não há quem os emende...
Vida... Que a ida sem apreender
Não volta pra despedida...
Decidi postar algo totalmente diferente do que costumo. Espero que gostem. E por incentivo, rsss, não deixem de comentar.
Um dia de garçom: Criando e Quebrando Protocolos.
Não faça isso com as taças, elas custam caro.
É! Eu passei por essa experiência.
Bem. Muitos perguntaram: Como foi? Eu disse: Como tantas outras situações e momentos, há aqueles que não conseguimos expressar ou explicar. Ou seja, só há como você saber, sentindo. Portanto, assim que puder, Sinta. Seja o seu próprio conhecimento e sirva de experiência para você mesmo.
Mas àquelas que conseguimos expressar. Vou compartilhar um pouco dessa experiência, das percepções, dos sentidos, situações... Enfim.
A primeira: Está de gravata preta, calça preta, cinto preto, ou seja, traje social, melhor, uniforme de garçom, não significa necessariamente está de sapato preto. Um tênis não fará diferença pros outros. Somente pra você. Eles dificilmente observarão esse detalhe. Você entenderá bem do que estou falando quando chegar ao final da festa. Seus pés lhe explicarão melhor.
A Segunda: devemos sempre servir pela direita e retirar pela esquerda. É, eu sei! E quase todos já sabem disso também. Quase todos! Porque eu não sabia.
Mas entenda uma coisa. Em uma mesa lotada, onde caberiam quatro cadeiras e que agora possuem sete, abrirão espaço pra você, na maioria das vezes, pela esquerda. Pra eles não importa. Eles querem tomar algo. Então sirva.
Aí está a terceira. O que servi? Bem. Quando você está com água, querem coca-cola, quando você leva coca-cola, perguntam se não tem água. Certo. Eu levei os dois em uma única bandeja. Então perguntaram se não tinha guaraná. Tudo bem. Não é sua culpa se a maioria não sabe o que quer. Ah! Não é sua culpa também se, H20 e H2OH são palavras homófonas. Sirva. Eles saberão o que você quis dizer quando beberem.
Um conselho pra você mesmo. Eu sei. Você estará ali para trabalhar. Mas ninguém irá perceber também, se você se diverte enquanto faz isso. Pode ter certeza, a noite passará muito mais rápida.
Então, se houver música cante, se houver algo engraçado sorria. E mesmo que acabe o refrigerante também sorria, tem sempre água.
Mas haverá uma hora em que ninguém irá querer beber nada. Essa é a hora de servir o jantar.
Uma particularidade. No jantar em que eu fui, era um desses que formam filas e o garçom é quem serve. E sobre a fila? Bem. Pense comigo. Na fila só há brasileiros. Brasileiros não desistem nunca. Você terá certeza disso. Porque sempre haverá fila enquanto houver comida.
Então chegará um momento que será necessário informar que o arroz acabou. Sério! Acabou mesmo! Alguém dará a notícia. Calma, fique tranqüilo. Porque só será necessário informar para o primeiro da fila.
Acredite. Em pouco tempo a notícia irá correr e quando chegar ao final dela, todos entenderão que, além do arroz, também acabou o estrogonofe, a salada, a batata...
Tudo bem. Haverá alguns resmungando, mesmo de barriga cheia. Sabe! Mulher grávida? Pois é, agumas dirão:
_ Se o meu filho nascer com cara de arroz, a culpa será sua!
Não carregue esse peso sobre você. O filho puxará o pai e a mãe.
Mas continuemos. Desculpe-me, perdi a conta. Não tem importância.
Todos sentados e de repente, aquela fila se formando novamente. Que bom! Pelo menos nessa hora você irá lembrar-se de mim. Mas não crie pânico. É que a sobremesa está sobre a mesa. Que bom se for sorvete, principalmente se for de um único sabor ou dois no máximo Porque nesse caso, aquele conselho de que a fila só acabará quando a comida acabar, não vale. Acredite! Eu sei, são brasileiros. Mas não há como comer tanto sorvete de um único sabor como sobremesa. Mas você poderá tirar uma outra conclusão: todos jantaram bem.
Não posso me prolongar tanto, porque senão você poderá concluir, antes que eu afirme. Tudo isso demora muito e a festa acabará. E você terá que continuar lá. Entende? Para lavar os pratos, as taças, os talheres, as bandejas... Um conselho pra quem organiza: Se no início da festa houver dez garçons, conte somente com três para o final dela. Isso mesmo. Qual a lógica? Não parei pra pensar nisso. Bem! Você pode subtrair setenta por cento do total de garçons. O restante é o que estará com você até o final. rssss
Tudo bem. Vamos para o final, já estou me sentindo cansado de lhe servir de experiência. Então entenda. A parte boa é que você jantou antes que todos e não foi necessário esperar numa fila pra isso. Além disso, sobre a mesa da cozinha haverá, além de água, coca-cola, guaraná, suco... e sobremesa, mas por favor, sirva-se.
Um detalhe. Só haverá ônibus rodando novamente, à partir das cinco da manhã.
Eu sei, você já entendeu.
fike na Paz!
(Mateus 20:28) - "...o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos."
Olá! Algumas fotos no blog estavam sem história. Então decidi adicionar suas devidas legendas.
Algumas ainda não possuem, mas estou trabalhando para isso.
Espero que gostem. Não deixe de comentar!
Fike na Paz!

Esta foto não foi tirada por mim. Fonte: http://aurelio.net/viagem/lagoinha-do-leste/
Utilizada somente para completar o poema.
Elas lutam um mar
Para estar aqui...
Entre Cáspio e Galiléia
Seguem caminhos sem trilhas.
Guiadas por ventos sem rosas.
Juntas por vidas inteiras.
Por um beijo só...
Navegam noites em si
Como Khazar...
Mas o sol vem
E o calor leva sonhos
Que sobem até caírem,
Voltando perdidas em brisas finas...
Para oceanos sem lar
Mais próximas do sonho de criança
Quando, soando canções de ninar
nas areias da praia
Elas conseguirem dormir
e novamente sonhar...
no Zoológico de Goiânia
às vezes não se está preso.
Agora ela não existe mais
Até que a madrugada chegue.
Ontem nossas conversas caminhavam
E ela parecia sorrir baixinho
Quando minhas palavras passavam.
A cidade pesadelo
Sozinha no frio da noite...
Um copo de café
Fumaças e brasas
Acessas e apagadas...
O ar sem oxigênio
Enchendo os pulmões de caos
E a mente de alívio momentâneo
Numa única noite de companhia
Das muitas sem sono
Hoje pudemos conversar
Ao invés de tentar dormir.
Até que ele chegasse
Conversamos...
Caráter, um livro antigo.
Em segredo nas nossas catedrais...
Conversamos até o sono bater na porta
Mesmo que as palavras insistissem em brincar
Chegou à hora de voltar
É sempre chegada à hora
De voltar à anormalidade...
À porta não era ninguém...
Crianças na hora do recreio na Escola da Comunidade Quilombola de Igarapé Preto - PA
Seus olhos, a cortina, os pássaros, o sol...
Hoje é tudo novo
Recordo o que ainda é sonho
E sonho o que ainda ficou...
Pescador no Lago da UHE Tucuruí - PA
Km 11
Não desisto e canto.
Ouço você dormir
Até que você tranqüila...
[acorde...
Escola onde estudei até os 9 anos.
Comunidade Quilombola de Igarapé Preto - PA
É difícil esquecer o tempo
E a vida já chora em mim...
Criança ribeirinha no Rio Tocantins - PA
Foto tirada na hora do embarge em uma das margens do rio.
Seguiremos assim
Enquanto houver amor
Pintando sonhos em aquarela.
Durante a viagem à casa do meu avô.
Em cima de um barco - Rio Tocantins.
Podemos sorrir o inverno
E inventar neve no verão
Houve quem nunca ficou
E quem nunca partiu...
Uma eterna amizade.
Foto tirada na Nova Praça do Rato em Tucuruí - PA
Andei até onde pude chegar
E de repente,
Há quem converse comigo.
Há quem lembre de tudo...
Até que nem tudo mudou...
sigo
Tripulante de um barco observa ribeirinhos à margem no Rio Tocantins durante viagem.
Tudo voltou assim
E eu não soube o que fazer
As palavras... As palavras...
Como encontrar?
Casa onde morei até os 9 anos de idade
Transcametá (Br 422) Km 132 - PA
Os livros, os cadernos e até o pó...
Estão nos mesmos lugares
As fotos, o passado...
Ficam na estante
Eu não consigo tirá-los...
Em casa volto a ser criança...
Sonhei te ver descer as escadas
Mas o tempo me venceu.
Por enquanto...
Crianças que moram na Rodovia Transcametá (BR 422).
Intrafegável durante o Inverno.
Mas há sorrisos verdadeiros
E lágrimas de bondade.
Há força nos olhares,
E sonhos em tinta fresca...
Espelho d'água. Rio Tocantins - PA
Há coisas que mudaram.
Há mundos novos.
E muitos deixaram de lado
O azul do céu.
Alvorada no lado da UHE Tucuruí - PA
Hoje eu acordei a alvorada
Fiz barulho e os pássaros voaram
Águas no céu, nuvens...
Como cordas, elas marcaram o céu.
Cortina do sol que acordou
Com meus olhos o olhando.
Na saída de um túneo: a alvorada do Lago da UHE Tucuruí - PA
tudo muda
e tudo se confunde, ilude
nas luzes da cidade
não há luar...
caminhando pro outro lado
numa noite calada
sem sombras...
venta frio na orla do cais
e serena finos traços e gotas
palavras e pensamentos...
a cidade tentando dormir
e eu faço silêncio
pra não acordar
ela soluça e caminha
e não consegue
tenta...
me faz companhia
conversas de um olhar e lágrimas
é quase dia precisamos continuar
eu acordo e ela enfim consegue dormir
...
Crianças na hora do recreio na Escola da Comunidade Quilombola de Igarapé Preto - PA
um banco em frente
[à escola
nunca vazio
simples banquinho
onde se encontram
e passam histórias...
por lá a minha também
[passou
todos agora distantes
nem pensam mais em ti
mas... novos virão
e um dia, quem sabe!?
eu ainda te encontre ali
e