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Saudade de setembro Eu sinto saudade das flores de setembro, Outubro, Vem já noite. Acordo na madrugada E não há cor, Não há primavera... Tudo escureceu. E ela... A vida continua nua Tão fria como a rua Molhada lá fora... Escrito por Valdoílo Damasceno às 00h30 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] A tempestade e o dia A tempestade apontou no horizonte Seguindo o caminho das lágrimas. Correu pra casa e fechou as janelas E o mundo inundou, A luz acabou. Sem saber onde há porta, Ficou parado esperando a chuva passar Mas ela não passou... E ficou a noite toda Ouvindo o frio E o medo cantando uma canção. Contando os segundos para chegar o dia E chegou a hora Mas ele também não apareceu. E elas começaram a cansar, Um ponteiro de cada vez Pareceu parar... Afogados... Dando seus últimos suspiros Na esperança de um dia chegar. Escrito por Valdoílo Damasceno às 00h30 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
*Capa de um cd, acho que do Staind.
Eu queria voltar lá Porque todos parecem tristes Quando chegam aqui. O passageiro de onde partiu, A folha que caiu em uma tarde de setembro, Flores de uma primavera, Voam como O minuto atrás... Calor seco e sem palavras Que refresquem a alma. Porque foi ao mar,... [O vento, No mar do silêncio, Escutar batidas leves De uma velha canção Que sempre canta Pra ninguém ouvir... Já ele, insiste em tocar, [seguir... E ouve histórias... Meninos, adultos,... [Agora crianças, Cantando saudade... Coisa que ninguém consegue entender Nem mesmo explicar. Escrito por Valdoílo Damasceno às 02h08 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
Leio o poema sem palavras... você entende? Escrito por Valdoílo Damasceno às 20h18 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
[música]
Lá vai o sol E a tarde... Só a saudade há. Lá vem a noite e na verdade... Eu sei, sim eu sei Que aqui e além do horizonte. Tu estás a acalmar E abrigar o meu descanso. Vou caminhando e na cidade todos sãs sempre vão e estão procurando a verdade um sentido, o caminho... e na verdade... Eu sei, sim eu sei Que o meu Deus, o meu rei É o meu consolo... Toda lágrima, E a falta que há em mim... Escrito por Valdoílo Damasceno às 20h14 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Hoje eu entendo... Teu sorriso, a tua voz... E o que antes eu não entendia. Hoje eu entendo... As palavras que saiam sem pensar E o desejo de ficar perto. Hoje eu entendo, Que pensar em você É como vento suave na flor, E ela sorri... E ele leva o seu cheiro, Brincando com a distância, Detalhe que ele nem percebe... Resta, ás vezes, esperar, e... A aurora vem, Fazendo meu mundo brilhar. Acordando os meus sonhos E me ensinando a lutar... Lado a lado com você Amor... Escrito por Valdoílo Damasceno às 00h12 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] [música]
Tudo o que faço Não faz sentido algum. Todos os planos, Meus sonhos de um futuro. Todo tesouro que juntei até aqui. Toda minha vida Tentando Te encontrar... Não vos preocupeis com o que terás [daqui a mil anos... Nem se inquieteis Pelo dia de amanhã, Pois amanhã... Pertence a Deus. Olhe pro céu A ave em um voou. Vede os campos, Lírios a crescer E a rosa já brotou. Acaso Deus não cuida... Pra que o voou seja mais alto? Acaso os lírios não crescem mais? Acaso a rosa não brotou? Escrito por Valdoílo Damasceno às 19h49 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Eu tento rabiscar um poema Mas não há espaço, E nem palavras... Não há rima e nem compasso. Não há tempo E não há nada... Tudo se escondeu. Na tentativa de achar, A tinta secou por esperar... Por um verso incompleto, Um verso perdido... Onde eu deixei? Em casa, na infância? Numa tarde, num domingo? Em lembranças,...? Abandonado no lado de dentro [da porta de casa? Meio amargo, forte, fraco, [esquecido... Como uma gota de café Escorrendo da garrafa... Escrito por Valdoílo Damasceno às 19h42 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Ao lado pulsa dor Zunidos na madrugada É o meu mundo Guardado com um velho [cadeado... Prestes a romper, Todos os dias... Nas horas e Nas coisas mais sensatas. Estou rompendo as paredes Jogando tudo o que não quero mais Saindo desta órbita Regressando ao centro... Acordar para me encontrar [no tempo... Traçar um novo caminho Criar um recomeço E me sentir em mim E não tão distante Como agora... Enfim. Escrito por Valdoílo Damasceno às 00h45 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Eu paro e espero o sinal abrir Continuo a direita Ou a esquerda do caos E a minha paciência... Me segue como um filho Segurando a mão de um pai. Converso comigo mesmo E esqueço das palavras Que eu pedi pra guardar. E ainda me ensino coisas Que eu nem sei usar. E quando... Ás vezes ela solta da minha mão E corre brincando e sorrindo Com o vento e as folhas lá fora Que não param no lugar. Eu me desespero mas, Logo encontro calma. Ela é só uma criança Querendo brincar Com o vento... Deixando as coisas fora do lugar.... Escrito por Valdoílo Damasceno às 00h36 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Preciso de uma hora Ter duas para mim é demasia O ócio me dá ânsia... E te olhar nos olhos É como ler no escuro. Você não me diz nada E eu continuo tentando Jornais e palavras cruzadas Com perguntas sem rumo. E você me diz Que ainda é cedo. Como se eu não Sentisse o tempo passar... E ele passa, Levando de mim tudo, Menos lembranças Que são pesadas demais... Escrito por Valdoílo Damasceno às 00h19 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] A você que se encontra sozinho A você que me surpreende Em uma noite de domingo Daquela que decidi não sair Tão longe... Fui apenas à praça perto de casa Pra respirar fundo A você, que me faz pensar Já ter esquecido de uma amizade A você que também me lembra Que é impossível vê-la morrer A você que liga só pra me deixar feliz A você que me conta sonhos bobos E que também acredita nos meus A você que tão diferente de mim Sabe a medida certa de me completar A você que quase não tem palavras E quando tem não sabe como usá-las E que não se importa tanto Com essa ausência Mesmo porque, Prefere não me deixar falar E isso me lembra a calmaria Ela existe... Conseguimos escutar. Escrito por Valdoílo Damasceno às 20h50 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Tudo bem... Descanse os pulmões E respire mais fundo Antes de continuar... Insista em mais uma tentativa Mas nunca pare de lutar. Em frente acabamos percebendo Que quando tudo passa, Tudo ainda faz falta... Então tentamos entender, Mas nada É tão óbvio assim... Então tentamos esquecer, Mas nada É tão fácil assim... Confie,... Explodir não traz respostas. Experimente! Há sempre uma mesa perto de você, Uma parede... Não adianta! Lágrimas à noite, Gritos mortos no lençol, Cordas penduradas de um varal Sorrisos,... Como pássaros secando no sol. Entenda Não há como entender Pense Não há como pensar Sinta Só há como sentir Mas não há como explicar... Escrito por Valdoílo Damasceno às 01h51 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Preciso de uma hora Ter duas para mim é demasia O ócio me faz mal Te olhar nos olhos É como ler no escuro Você não me diz nada E eu continuo tentando Palavras cruzadas Com perguntas sem bússola E você me diz Que ainda é cedo Como se eu não sentisse [o tempo passar... E ele passa... Levando de mim tudo Menos lembranças Que são pesadas demais. Escrito por Valdoílo Damasceno às 01h07 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Não tente agradar as pedras Se as águas lhe cobrem... Mesmo que você tente explicar aos reis, Que os servos também reinam, Eles nunca aceitarão. Assim como os servos, Que nunca entenderão O reinado de alguns reis que também serviram. Poucos menores entenderão Que são tão grandes quanto os maiores. Exceção os maiores, Que saberão ser grandes, Sendo os menores. Alguns sem saber São os herdeiros da verdade. Outros bem querem, Mas vencem a vida com mentiras. Mentindo a idade, mentindo lealdade, Mentem a bondade,... A alegria com falsidade... Mentem e acabam esquecendo De contar ao tempo E tudo é em vão E vão... Correndo como crianças Tropeçando com taças de vinho nas mãos. Barquinhos de papel Na correnteza da chuva sempre vão E não voltam mais... Enquanto uns choram a morte, Outros morem para viver. Enquanto uns tentam a sorte Outros lutam para vencer. Três e mais um jovem Lutaram pela liberdade sem asas Pelo voou sem pouso... Quatro e mais um jovem Voaram e esqueceram de voltar E aos que ficam... Cinco e mais um jovem Sempre ficam E nunca entendem Por não querer entender... Que vidro quando quebra E papel quando molha e rasga Não há quem os emende... Vida... Que a ida sem apreender Não volta pra despedida... Escrito por Valdoílo Damasceno às 22h56 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Decidi postar algo totalmente diferente do que costumo. Espero que gostem. E por incentivo, rsss, não deixem de comentar.
Um dia de garçom: Criando e Quebrando Protocolos. Não faça isso com as taças, elas custam caro. É! Eu passei por essa experiência. Bem. Muitos perguntaram: Como foi? Eu disse: Como tantas outras situações e momentos, há aqueles que não conseguimos expressar ou explicar. Ou seja, só há como você saber, sentindo. Portanto, assim que puder, Sinta. Seja o seu próprio conhecimento e sirva de experiência para você mesmo. Mas àquelas que conseguimos expressar. Vou compartilhar um pouco dessa experiência, das percepções, dos sentidos, situações... Enfim. A primeira: Está de gravata preta, calça preta, cinto preto, ou seja, traje social, melhor, uniforme de garçom, não significa necessariamente está de sapato preto. Um tênis não fará diferença pros outros. Somente pra você. Eles dificilmente observarão esse detalhe. Você entenderá bem do que estou falando quando chegar ao final da festa. Seus pés lhe explicarão melhor. A Segunda: devemos sempre servir pela direita e retirar pela esquerda. É, eu sei! E quase todos já sabem disso também. Quase todos! Porque eu não sabia. Mas entenda uma coisa. Em uma mesa lotada, onde caberiam quatro cadeiras e que agora possuem sete, abrirão espaço pra você, na maioria das vezes, pela esquerda. Pra eles não importa. Eles querem tomar algo. Então sirva. Aí está a terceira. O que servi? Bem. Quando você está com água, querem coca-cola, quando você leva coca-cola, perguntam se não tem água. Certo. Eu levei os dois em uma única bandeja. Então perguntaram se não tinha guaraná. Tudo bem. Não é sua culpa se a maioria não sabe o que quer. Ah! Não é sua culpa também se, H20 e H2OH são palavras homófonas. Sirva. Eles saberão o que você quis dizer quando beberem. Um conselho pra você mesmo. Eu sei. Você estará ali para trabalhar. Mas ninguém irá perceber também, se você se diverte enquanto faz isso. Pode ter certeza, a noite passará muito mais rápida. Então, se houver música cante, se houver algo engraçado sorria. E mesmo que acabe o refrigerante também sorria, tem sempre água. Mas haverá uma hora em que ninguém irá querer beber nada. Essa é a hora de servir o jantar. Uma particularidade. No jantar em que eu fui, era um desses que formam filas e o garçom é quem serve. E sobre a fila? Bem. Pense comigo. Na fila só há brasileiros. Brasileiros não desistem nunca. Você terá certeza disso. Porque sempre haverá fila enquanto houver comida. Então chegará um momento que será necessário informar que o arroz acabou. Sério! Acabou mesmo! Alguém dará a notícia. Calma, fique tranqüilo. Porque só será necessário informar para o primeiro da fila. Acredite. Em pouco tempo a notícia irá correr e quando chegar ao final dela, todos entenderão que, além do arroz, também acabou o estrogonofe, a salada, a batata... Tudo bem. Haverá alguns resmungando, mesmo de barriga cheia. Sabe! Mulher grávida? Pois é, agumas dirão: _ Se o meu filho nascer com cara de arroz, a culpa será sua! Não carregue esse peso sobre você. O filho puxará o pai e a mãe. Mas continuemos. Desculpe-me, perdi a conta. Não tem importância. Todos sentados e de repente, aquela fila se formando novamente. Que bom! Pelo menos nessa hora você irá lembrar-se de mim. Mas não crie pânico. É que a sobremesa está sobre a mesa. Que bom se for sorvete, principalmente se for de um único sabor ou dois no máximo Porque nesse caso, aquele conselho de que a fila só acabará quando a comida acabar, não vale. Acredite! Eu sei, são brasileiros. Mas não há como comer tanto sorvete de um único sabor como sobremesa. Mas você poderá tirar uma outra conclusão: todos jantaram bem. Não posso me prolongar tanto, porque senão você poderá concluir, antes que eu afirme. Tudo isso demora muito e a festa acabará. E você terá que continuar lá. Entende? Para lavar os pratos, as taças, os talheres, as bandejas... Um conselho pra quem organiza: Se no início da festa houver dez garçons, conte somente com três para o final dela. Isso mesmo. Qual a lógica? Não parei pra pensar nisso. Bem! Você pode subtrair setenta por cento do total de garçons. O restante é o que estará com você até o final. rssss Tudo bem. Vamos para o final, já estou me sentindo cansado de lhe servir de experiência. Então entenda. A parte boa é que você jantou antes que todos e não foi necessário esperar numa fila pra isso. Além disso, sobre a mesa da cozinha haverá, além de água, coca-cola, guaraná, suco... e sobremesa, mas por favor, sirva-se. Um detalhe. Só haverá ônibus rodando novamente, à partir das cinco da manhã. Eu sei, você já entendeu.
fike na Paz!
(Mateus 20:28) - "...o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos." Escrito por Valdoílo Damasceno às 03h40 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Olá! Algumas fotos no blog estavam sem história. Então decidi adicionar suas devidas legendas. Algumas ainda não possuem, mas estou trabalhando para isso. Espero que gostem. Não deixe de comentar! Fike na Paz! Escrito por Valdoílo Damasceno às 02h37 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
Esta foto não foi tirada por mim. Fonte: http://aurelio.net/viagem/lagoinha-do-leste/ Utilizada somente para completar o poema.
Elas lutam um mar Para estar aqui... Entre Cáspio e Galiléia Seguem caminhos sem trilhas. Guiadas por ventos sem rosas. Juntas por vidas inteiras. Por um beijo só... Navegam noites em si Como Khazar... Mas o sol vem E o calor leva sonhos Que sobem até caírem, Voltando perdidas em brisas finas... Para oceanos sem lar Mais próximas do sonho de criança Quando, soando canções de ninar nas areias da praia Elas conseguirem dormir e novamente sonhar... Escrito por Valdoílo Damasceno às 15h23 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] no Zoológico de Goiânia às vezes não se está preso.
Agora ela não existe mais Até que a madrugada chegue. Ontem nossas conversas caminhavam E ela parecia sorrir baixinho Quando minhas palavras passavam. A cidade pesadelo Sozinha no frio da noite... Um copo de café Fumaças e brasas Acessas e apagadas... O ar sem oxigênio Enchendo os pulmões de caos E a mente de alívio momentâneo Numa única noite de companhia Das muitas sem sono Hoje pudemos conversar Ao invés de tentar dormir. Até que ele chegasse Conversamos... Caráter, um livro antigo. Em segredo nas nossas catedrais... Conversamos até o sono bater na porta Mesmo que as palavras insistissem em brincar Chegou à hora de voltar É sempre chegada à hora De voltar à anormalidade... À porta não era ninguém... Escrito por Valdoílo Damasceno às 11h05 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Crianças na hora do recreio na Escola da Comunidade Quilombola de Igarapé Preto - PA
Seus olhos, a cortina, os pássaros, o sol... Hoje é tudo novo Recordo o que ainda é sonho E sonho o que ainda ficou... Escrito por Valdoílo Damasceno às 16h51 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Pescador no Lago da UHE Tucuruí - PA Km 11
Não desisto e canto. Ouço você dormir Até que você tranqüila... [acorde... Escrito por Valdoílo Damasceno às 16h47 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Escola onde estudei até os 9 anos. Comunidade Quilombola de Igarapé Preto - PA
É difícil esquecer o tempo E a vida já chora em mim... Escrito por Valdoílo Damasceno às 16h45 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Criança ribeirinha no Rio Tocantins - PA Foto tirada na hora do embarge em uma das margens do rio.
Seguiremos assim Enquanto houver amor Pintando sonhos em aquarela. Escrito por Valdoílo Damasceno às 16h44 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Durante a viagem à casa do meu avô. Em cima de um barco - Rio Tocantins.
Podemos sorrir o inverno E inventar neve no verão Houve quem nunca ficou E quem nunca partiu... Escrito por Valdoílo Damasceno às 16h43 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Uma eterna amizade. Foto tirada na Nova Praça do Rato em Tucuruí - PA
Andei até onde pude chegar E de repente, Há quem converse comigo. Há quem lembre de tudo... Até que nem tudo mudou... sigo Escrito por Valdoílo Damasceno às 16h41 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Tripulante de um barco observa ribeirinhos à margem no Rio Tocantins durante viagem.
Tudo voltou assim E eu não soube o que fazer As palavras... As palavras... Como encontrar? Escrito por Valdoílo Damasceno às 16h38 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] | |||